segunda-feira, 3 de novembro de 2014




Num hospital psiquiátrico, um dos pacientes mantinha o tempo todo um dos ouvidos encostado na parede. Uma enfermeira, curiosa, resolveu perguntar: “O que você está fazendo? O que procuras”. Silêncio! O doente pediu silêncio e que ela também encostasse o ouvido na parede. 
Relutantemente, ela concordou, mas depois de alguns minutos prestando atenção, disse: “Mas não estou ouvindo nada”. E o homem explicou: “Eu também não, e qual o problema nisso?”. O escritor Hedy Silvado disse certa vez que “a preocupação é como a cadeira de balanço: mantém você ocupado, porém, não o leva a lugar algum”. Acredito que a pré-ocupação deva ser um dos principais fatores de geração de estresse. Tem gente que se preocupa com o que deveria ter falado e não falou. 
Outros se descabelam porque deixaram de falar alguma coisa. Têm aqueles que ficam com dor de cabeça só de imaginar o que poderá acontecer ou o que não vai acontecer. O pior é quando nos preocupamos em relação a outros. Meu filho não chega, será que aconteceu alguma coisa? O telefone de meu marido só dá caixa postal...será que ele tem amante? Meu chefe anda estranho comigo, será que vai me despedir? Com quem será que vou me casar? Será que vai dar certo? Amigo leitor, sem dúvida, é muito mais inteligente se concentrar forças no presente que perder tempo e energia vital no cálculo do que poderá acontecer ou não num futuro hipotético. No momento em que valorizamos mais nossas ações que nossas preocupações, aumentamos as chances de que ocorram resultados favoráveis. 
Se você se dedicar mais em dar boa educação e exemplos a seus filhos, é claro que eles correrão menos riscos, pois estarão mais preparados. Se ao invés de colocar caraminholas na mente em relação ao parceiro(a) você ter mais atenção para com ele(a), a tendência é que a união seja muito mais estável e duradoura. 
Mas mesmo assim, se acontecer algo que não foi do seu agrado e lhe causou decepção, saiba que isso faz parte da vida. Na verdade, se tudo fosse calculado e previsível, viver não teria a menor graça.

(G.Lordelo)

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